segunda-feira, 3 de junho de 2013

MEIO AMBIENTE

Auditoria do TCE indica problemas na Fepam


Documentos reunidos evidenciam divergências internas na fundação


Auditoria operacional realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), entre agosto e dezembro do ano passado, aponta "flexibilização na exigência de estudos de impacto ambiental" para a concessão de licenças, durante o exercício de 2011. Também foram detectadas ausência de procedimentos padronizados e de diretrizes técnicas com o objetivo de orientar os trabalhos técnicos nos processos de concessão de licenças, falta de recursos e de estrutura, e mistura de funções entre técnicos responsáveis pelos licenciamentos e a fiscalização. O Correio do Povo teve acesso aos documentos da auditoria após solicitação feita ao TCE, via Lei de Acesso à Informação.

Além dos itens apontados pelos auditores, o documento também evidencia divergências internas da fundação. Na época, não apenas o diretor-presidente da Fepam, Carlos Fernando Niedersberg, como também o diretor-técnico Flávio Wiegand, que ocupou o cargo entre outubro de 2009 e setembro de 2011, apresentaram suas considerações ao serem interpelados pelo TCE. Em sua manifestação, assinada pelo departamento jurídico da Fepam, Niedersberg informa que a fundação tem muito a avançar e destaca planos que seriam implementados a partir deste ano de 2013. Wiegand, no entanto, alerta para a crescente centralização das ações por parte da presidência, que estaria incorporando atividades relacionadas ao licenciamento e à fiscalização, "sem a devida avaliação das partes envolvidas".

Os caminhos da emissão de licenças para empreendimentos por parte da Fepam acabaram ganhando destaque depois que, no final de abril deste ano, Niedersberg, já então ocupando a função de secretário estadual do Meio Ambiente, esteve entre as pessoas que chegaram a ser presas pela Operação Concutare, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes na emissão de licenças ambientais no Estado. Tanto Niedersberg quanto a então presidente da Fepam, Gabriele Gottlieb, foram afastados dos cargos pelo governador Tarso Genro. Eles haviam tomado posse no início de abril.
O que o TCE aponta
* "É imprescindível ser efetivada a separação do exercício da atividade de licenciamento da atividade de fiscalização. Veja-se que a falta da devida segregação de funções pode gerar a situação de um servidor ter que fiscalizar atividades licenciadas por ele mesmo, situação não recomendável, face a necessária imparcialidade que deve reger o trato de matéria pública."

* "Verifica-se, de um modo geral, que os recursos financeiros destinados aos órgãos ambientais não cresceram na mesma dimensão de sua importância. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo relatório (Rima) é um profundo diagnóstico do empreendimento que está em vias de ser licenciado. (...) Na análise das licenças emitidas pela Fepam verifica-se que o percentual de licenças que necessitam do EIA/Rima é muito pequeno. A Fepam vem editando portarias regulamentando a dispensa de EIA/Rima para determinadas atividades."

O que os gestores alegam
* "Fundamental destacar que pouca ênfase foi dada ao fato de a Fepam ser constantemente demandada pelo Ministério Público, poder Judiciário e polícias civil, federal e militar para atendimento de demandas. Estas demandas, embora muitas sejam necessárias, acabam alterando o foco das competências estatutárias da Fundação. Os apontamentos indicados pelos técnicos da Fepam confirmam a necessidade de padronização de critérios e procedimentos técnicos e administrativos."

* "As questões operacionais e estruturais já relatadas dificultam a implantação de um plano de fiscalização idealizado. A Fepam, dentro do compromisso da atual administração de regular os fluxos processuais e agilizar a análise dos processos de licenciamento ambiental, está engajada em modernizar seus procedimentos, estabelecer critérios e facilitar a compreensão sobre as informações disponibilizadas com o objetivo de melhor atender a população."
 
Fonte: cpc

JUSTIÇA

CNJ tenta evitar gasto de R$ 100 milhões em auxílio-alimentação


Pagamento retroativo beneficiaria juízes ativos e inativos de oito estados


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se prepara para estancar um vazamento potencial de R$ 100 milhões de recursos públicos para o pagamento retroativo de auxílio-alimentação para juízes de oito estados. Desse total, R$ 3,5 milhões foram distribuídos a juízes que já se aposentaram. A decisão do CNJ, no entanto, não terá poder de reaver aos cofres públicos quase R$ 250 milhões que os tribunais de outros Estados já pagaram aos magistrados, aposentados ou não.

Os números constam das informações prestadas pelos tribunais ao CNJ nas últimas semanas, no processo em que a Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados (Fenajud) contesta a regularidade dos pagamentos. Os dados mostram que os tribunais estão pagando valores retroativos a 2004 para financiar a alimentação dos magistrados. O CNJ terá de decidir se a verba poderia ser paga de forma retroativa e se magistrados aposentados poderiam recebê-la.

Nas informações prestadas pelos tribunais, há casos como o do Maranhão, em que os juízes podem receber, cerca de R$ 50 mil cada, de uma só vez, se o CNJ autorizar o pagamento retroativo. No total, incluindo a correção dos valores atrasados, a despesa superaria R$ 40 milhões.

Em outros estados, os juízes já começaram a receber o valor retroativo, mas ainda aguardam o pagamento de parcelas restantes. Em Sergipe, por exemplo, 196 juízes estaduais dividirão mais de R$ 10 milhões. Na Bahia, 624 magistrados dividirão R$ 11,6 milhões.

Relator do processo, o conselheiro Bruno Dantas chegou a conceder liminar, em maio, para barrar o pagamento retroativo em dois Estados: Paraíba e Santa Catarina. A liminar foi confirmada pelo CNJ. Agora, a decisão pode se estender aos demais estados. O conselho deve considerar que o pagamento retroativo é ilegal, mas quem já recebeu não deve ser obrigado a devolver o dinheiro. No Rio de Janeiro, parte dos juízes recebeu R$ 68 mil de uma só vez.

Em Santa Catarina, mais de R$ 23 milhões foram pagos, descontando a correção. No RS, o tribunal se recusa a pagar o auxílio-alimentação, decisão contestada pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul.
Origem da concessão
O pagamento do auxílio-alimentação teve como raiz um processo assinado pelo advogado Luís Roberto Barroso, recém-indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), e movido pela Associação dos Juízes Federais do Brasil.

Apesar de o auxílio-alimentação não estar amparado pela Lei Orgânica da Magistratura, os magistrados
argumentaram que a Constituição garante à categoria os mesmos benefícios pagos aos membros do Ministério Público

Em 2010, o processo foi julgado pelo Conselho e o pedido da Ajufe foi acatado. O CNJ decidiu que os juízes devem receber o mesmo tratamento dado aos integrantes do MP, incluindo o pagamento de auxílio-alimentação. A Ordem dos Advogados do Brasil contestou no Supremo a constitucionalidade da resolução do CNJ.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

EDUCAÇÃO E POLÍTICA

Comissão aprova Plano de Educação e destina royalties para o setor

Pelo texto, país deve investir 10% do PIB em educação em 10 anos.
Matéria ainda deve passar por comissões e plenário do Senado.

 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (28) o relatório do senador José Pimentel (PT-CE) sobre o Plano Nacional de Educação, que destina à educação os recursos obtidos pelo governo com pagamento de royalties e participações especiais na extração do petróleo. O projeto aprovado pela CAE ainda precisa passar por comissões do Senado e pelo plenário da Casa. Como foi modificado em relação ao projeto original enviado pela Câmara, também deve retornar para análise dos deputados.
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O texto aprovado na CAE inclui , além dos recursos de novos contratos de concessão e de partilha de produção do petróleo no mar, recursos da exploração em terra. No parecer, Pimentel justifica que “a ideia de uso de recursos não renováveis para a geração de outras riquezas não é nova”. Segundo ele, “a própria legislação brasileira há muito recomendava o uso de royalties do petróleo em ciência e tecnologia”.
Metas
Ao todo, o Plano Nacional de Educação, que foi enviado ao Congresso em 2010, tem 20 metas e 239 estratégias para a área. Uma das metas é a aplicação de 10% do PIB em educação no décimo ano após o plano ser aprovado. No quinto ano, a meta prevê investimentos de 7% do PIB na educação.
O texto ainda prevê garantia de vaga na escola pública para todas as crianças de 4 e 5 anos até 2016, e para 50% das crianças de até 3 anos até 2020. Pelo plano, todas as crianças de até 8 anos de idade devem estar alfabetizadas no quinto ano de vigência do PNE. Do sexto ao nono ano de vigência, a meta é reduzir para 7 anos a idade de alfabetização. Ao final dos dez anos de execução do plano, o projeto prevê alfabetizar todas as crianças até os 6 anos de idade.
Outras metas são elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar até 2020 o analfabetismo absoluto, além de reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
O projeto aprovado na CAE também estipula a equiparação do rendimento médio do profissional do magistério ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente e prevê a criação, no prazo de dois anos, de planos de carreira para os professores. Ainda no que diz respeito aos profissionais, o objetivo do plano é garantir que os professores da educação básica tenham formação em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam; além disso, prevê formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

CORRUPÇÃO

MP denuncia 16 pessoas por desvio de verbas em Crissiumal


Ex-vice-prefeito e ex-secretários municipais estão entre os denunciados


O Ministério Público (MP) de Crissiumal, na região Celeiro do Estado, denunciou 16 pessoas ligadas à administração municipal e empresas da cidade por crimes cometidos contra o Poder Público – entre eles desvio de verbas e fraudes em documentos da área da saúde e da construção civil. A denúncia foi encaminhada à Justiça na sexta-feira, assinada pelo promotor Ronaldo Adriano de Almeida Arbo.

As investigações iniciaram em outubro do ano passado, a partir da Operação Patriota, deflagrada pela Polícia Civil. Um dos núcleos do esquema era formado por uma ex-secretária de Saúde de Crissiumal, por um dos sócios e uma ex-funcionária de um laboratório de análises clínicas, além de dois médicos. O grupo teria desviado recursos do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisa), desde abril de 2011.

Segundo as investigações, a quadrilha teria fraudado guias de exames que não foram realizados, com a assinatura dos médicos. O esquema visava obter recursos do Cisa. Estima-se que a fraude aumentou de R$ 9 mil para R$ 15 mil a média de pagamento mensal pelo Cisa ao laboratório. Outro crime cometido foi o de lavagem de dinheiro. O sócio do estabelecimento teria usado o dinheiro da fraude para a compra de oito imóveis em Chapecó (SC), um em Balneário Camburiú (SC) e quatro em Crissiumal (RS). Entre 2011 e 2012, ele teria duplicado o seu patrimônio.

Outro núcleo era formado por um ex vice-prefeito da cidade, um ex-secretário de Finanças, um ex-secretário de Planejamento, um servidor da prefeitura de Crissiumal, um ex-responsável pelo Parque Municipal de Obras, além de seis empresários. O grupo teria fraudado diversas licitações para obras e serviços de construção civil entre 2009 e 2012. Segundo o MP, muitos trabalhos sequer foram realizados ou foram feitos por servidores municipais. Em troca, os funcionários recebiam dinheiro em espécie, apoio político ou apartamentos.

Ainda conforme a denúncia do MP, os valores desviados serviram para a compra de votos, através de cupons fiscais para a aquisição de combustível. Os documentos foram encontrados durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-secretário de Finanças, todos assinados pelo ex vice-prefeito e pela ex-secretária de Saúde, candidatos às eleições municipais do ano passado.

O MP solicita a suspensão de qualquer atividade econômica e financeira com relação à administração pública municipal, direta ou indiretamente, do sócio do laboratório e um dos empresários supostamente envolvidos no esquema.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

GABARITO MAGISTÉRIO RS - 2013


EIXO 6.11 – INTERDISCIPLINAR

 

6.11.1.1 DIREITO

  01 - A  02 - A  03 - A  04 - D  05 - B  06 - C  07 - B  08 - E  09 - D  10 - E

  11 - B  12 - E  13 - B  14 - A  15 - E  16 - B  17 - E  18 - E  19 - D  20 - E

  21 - B  22 - A  23 - D  24 - A  25 - C  26 - E  27 - C  28 - A  29 - E  30 - B

  31 - D  32 - C  33 - B  34 - A  35 - C  36 - A  37 - A  38 - C  39 - A  40 - C

  41 - D  42 - E  43 - B  44 - C  45 - D  46 - E  47 - A  48 - A  49 - B  50 - D

  51 - A  52 - E  53 - C  54 - B  55 - D  56 - E  57 - C  58 - D  59 - B  60 - C

 

 

6.11.1.2 PSICOLOGIA

 01 - A  02 - A  03 - A  04 - D  05 - B  06 - C  07 - B  08 - E  09 - D  10 - E

  11 - B  12 - E  13 - B  14 - A  15 - E  16 - B  17 - E  18 - E  19 - D  20 - E

  21 - B  22 - A  23 - D  24 - A  25 - C  26 - E  27 - C  28 - A  29 - E  30 - B

  31 - D  32 - C  33 - B  34 - A  35 - C  36 - A  37 - A  38 - C  39 - A  40 - C

  41 - D  42 - E  43 - B  44 - C  45 - D  46 - A  47 - E  48 - B  49 - D  50 - E

  51 - B  52 - E  53 - B  54 - C  55 - A  56 - C  57 - D  58 - E  59 - A  60 – D

Fonte: http://www.educacao.rs.gov.br/dados/conc_mag_edital_8_20130522.pdf

 

GABARITO MAGISTÉRIO RS - 2013


EIXO 6.10 – PRODUÇÃO INDUSTRIAL

6.10.2 CELULOSE E PAPEL

 01 - A  02 - A  03 - A  04 - D  05 - B  06 - C  07 - B  08 - E  09 - D  10 - E

  11 - B  12 - E  13 - B  14 - A  15 - E  16 - B  17 - E  18 - E  19 - D  20 - E

  21 - B  22 - A  23 - D  24 - A  25 - C  26 - E  27 - C  28 - A  29 - E  30 - B

  31 - D  32 - C  33 - B  34 - A  35 - C  36 - A  37 - A  38 - C  39 - A  40 - C

  41 - D  42 - E  43 - B  44 - C  45 - D  46 - C  47 - E  48 - D  49 - D  50 - C

  51 - A  52 - B  53 - E  54 - A  55 - E  56 - C  57 - B  58 - D  59 - D  60 - D

GABARITO MAGISTÉRIO ESTADUAL RS - 2013


EIXO 6.9 – PRODUÇÃO CULTURAL E DESIGN

6.9.1 DESIGN DE INTERIORES

  01 - A  02 - A  03 - A  04 - D  05 - B  06 - C  07 - B  08 - E  09 - D  10 - E

  11 - B  12 - E  13 - B  14 - A  15 - E  16 - B  17 - E  18 - E  19 - D  20 - E

  21 - B  22 - A  23 - D  24 - A  25 - C  26 - E  27 - C  28 - A  29 - E  30 - B

  31 - D  32 - C  33 - B  34 - A  35 - C  36 - A  37 - A  38 - C  39 - A  40 - C

  41 - D  42 - E  43 - B  44 - C  45 - D  46 - B  47 - C  48 - E  49 - C  50 - D

  51 - B  52 - E  53 - A  54 - A  55 - E  56 - A  57 - D  58 - B  59 - B  60 - E

 

 

6.9.2 DESIGN DE MÓVEIS

 01 - A  02 - A  03 - A  04 - D  05 - B  06 - C  07 - B  08 - E  09 - D  10 - E

  11 - B  12 - E  13 - B  14 - A  15 - E  16 - B  17 - E  18 - E  19 - D  20 - E

  21 - B  22 - A  23 - D  24 - A  25 - C  26 - E  27 - C  28 - A  29 - E  30 - B

  31 - D  32 - C  33 - B  34 - A  35 - C  36 - A  37 - A  38 - C  39 - A  40 - C

  41 - D  42 - E  43 - B  44 - C  45 - D  46 - B  47 - C  48 - E  49 - C  50 - D

  51 - B  52 - E  53 - A  54 - A  55 - E  56 - A  57 - D  58 - B  59 - B  60 - E

 

6.9.3 PUBLICIDADE

  01 - A  02 - A  03 - A  04 - D  05 - B  06 - C  07 - B  08 - E  09 - D  10 - E

  11 - B  12 - E  13 - B  14 - A  15 - E  16 - B  17 - E  18 - E  19 - D  20 - E

  21 - B  22 - A  23 - D  24 - A  25 - C  26 - E  27 - C  28 - A  29 - E  30 - B

  31 - D  32 - C  33 - B  34 - A  35 - C  36 - A  37 - A  38 - C  39 - A  40 - C

  41 - D  42 - E  43 - B  44 - C  45 - D  46 - E  47 - E  48 - B  49 - D  50 - C

  51 - B  52 - A  53 - C  54 - C  55 - C  56 - C  57 - E  58 - E  59 - D  60 - A