terça-feira, 12 de junho de 2012

EDUCAÇÃO

   
O governo está preocupado com o aumento das pressões para que conceder reajuste aos servidores federais, incluindo os militares. Esse foi o principal assunto da conversa na manhã de ontem da presidente Dilma Rousseff com as ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no Palácio do Planalto.

Na mesa, foram colocadas as dificuldades para o governo fechar o Orçamento de 2013, se tiver de conceder aumentos para todas as categorias que já começam a fazer campanha e greves. A proposta orçamentária tem que ser enviada ao Congresso até 31 de agosto.

O pessoal do Judiciário deve ser o primeiro da fila, e Miriam Belchior já sinalizou que o governo deve liberar algum percentual em 2013. Só o que eles pedem — reajuste linear de 56% — representará gasto adicional de R$ 7,4 bilhões por ano.

O problema é que todos os servidores do Executivo estão com o pires na mão, mesmo os 937 mil — entre ativos e inativos — que estão sendo contemplados neste ano com aumento de até 31%, previsto na Medida Provisória 568.

POLÍTICA

Prefeito de Porto Alegre amplia aliança e terá mais tempo de TV

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), conseguiu aumentar a sua base de apoio para a campanha eleitoral de outubro e deve ficar com uma ampla vantagem de espaço no horário gratuito no rádio e na TV.
Nesta segunda-feira, foi a vez do PP fechar aliança com o pré-candidato à reeleição.
Os progressistas fizeram uma votação para decidir pelo apoio a Fortunati ou à deputada federal Manuela D'Ávila, do PC do B. A chapa com o PDT recebeu a maioria dos votos dos 101 membros do diretório local.
Manuela contou com o apoio da senadora Ana Amélia Lemos, principal nome do PP no Estado, e chegou a oferecer o posto de vice à sigla.
Outro partido de expressão que pode fechar com o atual prefeito é o DEM, que pretendia lançar como candidato o deputado estadual Paulo Borges.
Já aderiram também o PTB e o PMDB, que ganhou a última eleição municipal em 2008 com José Fogaça, de quem Fortunati era vice.
Manuela, principal adversária do prefeito na campanha, tem por enquanto o apoio do PSD, PSB e PSC. O PT deve lançar o deputado estadual Adão Villaverde, em aliança com o PV.
Fonte: CPC

SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia prende 97 pessoas em operação contra homicídios no Estado


Mais de 300 agentes participaram da ação em 12 dias


Em 12 dias, a Polícia Civil prendeu 97 pessoas durante a Operação Caronte, que busca combater homicídios no Estado. As prisões são resultado do cumprimento de mandados de prisão, inclusive preventiva; sentenças condenatórias; e sentenças de pronúncia. Os suspeitos foram localizados em diversas regiões do Estado, em cidades como Porto Alegre, São Leopoldo, Osório, Canoas, Gravataí, Alegrete, Santo Ângelo, Santiago e Gramado.

Segundo o diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE), delegado Emerson Wendt, coordenador da ação, esta foi a primeira fase da ação e o número de mandados em aberto será reavaliado após o retorno dos relatórios de cumprimento, advindo de todos os departamentos e regiões policiais.

Além das prisões, armas e outros objetos foram apreendidos no período. Outras operações com o mesmo objetivo deverão ser realizadas no decorrer deste ano, conforme o delegado. Um efetivo de 349 policiais civis foi empregado na ação, além de 140 viaturas.

SAÚDE

Proximidade do inverno aumenta superlotação nas emergências da Capital


Unidades chegam a operar com o triplo da capacidade


Unidades chegam a operar com o triplo da capacidade<br /><b>Crédito: </b> Vinicius Roratto
 
Com a chegada do frio, os problemas respiratórios se tornam frequentes e as emergências da Capital que geralmente estão cheias ficam ainda mais superlotadas. No Hospital de Clínicas, na manhã desta terça-feira 159 pacientes adultos foram atendidos em um local com capacidade para 49. Já na área pediátrica, eram 17 crianças para nove espaços. O chefe do setor de emergência da instituição, Galton Albuquerque, disse que o número de pacientes com resfriados e suas complicações, como pneumonias, aumenta no inverno. “Nas crianças e nos idosos, essas doenças são potencialmente mais graves e temos que ter cuidado”, observou.

Para prevenir, segundo o médico, a única maneira é a proteção. “O frio não é a causa, mas a exposição a ele, sim”, explicou. As segundas-feiras, normalmente, registram um pico de procura. Nessa última, o caso não foi diferente, já que a emergência recebeu 205 pessoas. “A impressão que tivemos é que a demanda foi uma consequência do frio de sexta-feira”, avaliou. Quando o setor está superlotado, o tempo de espera pode chegar a seis horas.

O Hospital Conceição também estava com quase o triplo da capacidade na manhã de hoje, com 128 pacientes para uma capacidade de 50. A Santa Casa de Misericórdia registrou 25 pessoas no Hospital Santa Clara, onde há 12 leitos. O local atendeu pela manhã somente casos considerados graves. No Dom Vicente Scherer, que opera com convênios e particular, eram dez pacientes para dez vagas. O Hospital Santo Antônio, na área do Sistema Único de Saúde (SUS), tinha 16 crianças em um local projetado para 13, e 12 sendo atendidas de forma particular ou por convênio em um espaço para oito.

O Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV), que tem atendimento restrito em função de uma reforma, operava no limite, com 12 pacientes internados. Os casos graves estavam sendo priorizados. A conclusão das obras está prevista para os próximos dias, quando a instituição voltará a ter 20 leitos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

A emergência SUS do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) trabalhava pela manhã com mais do que o dobro da capacidade. A área adulta tinha 28 pessoas para 13 leitos e a pediátrica nove crianças para seis espaços.

POLÍTICA

Perillo diz que nomeou pessoas indicadas por operadores de Cachoeira


Em depoimento à CPI do Cachoeira, o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) admitiu que nomeou pessoas indicadas por Wladimir Garcez e pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Segundo a Polícia Federal, os dois atuavam como operadores políticos do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de comandar um esquema de corrupção de agentes públicos e privados.
Perillo negou, porém, que tenha atendido a demandas de Cachoeira. As investigações da PF, que basearam a CPI, indicam o contrário.
"O Wladimir fez pedidos pessoais dele na condição de político e vereador. Às vezes, a pessoa leva uma centena de pedidos e você atende um. Não sei quanto o Wladimir levou, mas atendemos poucos", contou. "O Demóstenes sugeriu para o primeiro escalão o suplente dele e outros nomes de pessoas qualificadas que foram nomeadas", reiterou
Em seu depoimento à CPI, porém, Garcez disse que fez indicações para o governo, mas "nenhuma foi aceita".
A primeira parte do depoimento de Perillo está sendo toda tomada por perguntas do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). O petista tem evitado ataques ao deputado, se concentrando nas perguntas.
Cunha já foi chamado por um colega de "tigrão", pela forma agressiva com que se referia a Perillo numa reunião anterior da CPI.
Marconi Perillo (à esq.) durante depoimento na CPI do Cachoeira, no Senado Federal
Marconi Perillo (à esq.) durante depoimento na CPI do Cachoeira, no Senado Federal

segunda-feira, 11 de junho de 2012

POLÍTICA


 

Embora com previsíveis reações contrárias de setores dos três Poderes, por força dos interesses corporativos que contraria, a Lei de Acesso à Informação já produz emblemáticos resultados. Começa-se a abrir a caixa-preta dos salários dos 9,4 milhões de servidores públicos do país, e os dados que dela saem confirmam o que já se sabia — ou seja, que o manto da privacidade das folhas de pagamento de órgãos federais, estatuais e municipais esconde vergonhosos privilégios. E, descendo-se a detalhes clareados pela transparência agora avalizada por lei, vem à luz um mundo de discrepâncias que agridem o bom senso, ferem a ética e, em não poucos casos, passam ao largo de normas legais que procuram pôr limites à farra salarial à custa dos impostos pagos pelos cidadãos.

Exemplos desses despropósitos falam por si. A Câmara Municipal do Rio, tradicional símbolo de privilégios (não por acaso, dos 2.202 empregados da Casa, apenas 777 são concursados), paga supersalários a altos funcionários, alguns com vencimentos que superam os de vereadores. Na Câmara de São Paulo, o salário de um supervisor de zeladoria chega a R$ 17 mil, ainda assim abaixo de alguns subordinados, que recebem R$ 23 mil, segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”. Assistentes parlamentares, contratados sem concurso, embolsam R$ 23,2 mil, e há pelo menos um caso de uma técnica cujo contracheque lhe assegura R$ 26, 3 mil. Pagam-se R$ 24 mil a um biblioteconomista, R$ 18 mil a um técnico do setor de expediente e R$ 11 mil a um garagista. A situação não é diferente em órgãos do Executivo e no Judiciário.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a fatia da mão de obra empregada no setor público do país cresceu 30,2% entre 2003 e 2010. Sintomático, num país em que, mais fortemente no governo federal, o aumento de despesas de custeio tornou-se política prioritária de administração. Despesas com pessoal nas três instâncias do poder público representam 14% do Produto Interno Bruto. Estima-se que somente a União terá gastos de R$ 200 bilhões este ano na rubrica “pessoal e encargos sociais”.

É condenável a opção pelo empreguismo público. Pior, ainda, quando não há regras claras que inibam privilégios políticos e adequem a política de contratação de servidores às reais necessidades de cada órgão. Mas, se essa discussão esbarra em barreiras aparentemente intransponíveis, a Lei de Acesso representa um positivo instrumento que se dá à sociedade para fiscalizar, ao menos em parte, a aplicação dos recursos provenientes da tributação.

Por óbvio, a lei tem sido objeto de contestações. Entidades de representação do funcionalismo alegam, por exemplo, que divulgar o valor de salários se trata de invasão de privacidade, e que a providência estimulará a indústria de sequestros (aqui, uma espécie de ato falho em que se ratifica a ideia de que vencimentos milionários são pagos no serviço público). No primeiro caso, o Brasil começa a se alinhar a um número cada vez maior de países que já adotam a transparência; no segundo, recorra-se ao exemplo da prefeitura de São Paulo, que desde 2009 divulga mensalmente os salários de seus funcionários, sem que estes tenham sido vítimas sistemáticas de qualquer tipo de crime. A Lei de Acesso confirma a tese de que a luz é o melhor detergente.
Texto extraído de: Jornal O Globo

EDUCAÇÃO

A greve que já atinge 51 instituições federais de ensino deve arregimentar novos servidores a partir desta segunda-feira. É o que promete a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 37 sindicatos em todo o país. Segundo a entidade, a greve irá crescer devido à falta de resultado nas negociações com o Executivo sobre reajuste salarial, recebimento de gratificações e reestruturação de carreiras.

A partir desta segunda-feira, entram em greve os trabalhadores técnico-administrativos em educação nas universidades federais e os funcionários federais do setor de geografia e estatística. Na quarta-feira, os servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União prometem cruzar os braços. Na mesma data, os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica também devem paralisar os trabalhos.

Segundo a Condsef, a greve geral dos servidores federais deve começar em 18 de junho e continuar por tempo indeterminado. A medida foi aprovada na última segunda-feira por mais de 300 representantes sindicais de 20 unidades da federação, reunidos em Brasília. Servidores insatisfeitos marcharam na Esplanada dos Ministérios na terça-feira e foram recebidos em reunião no Ministério do Planejamento, mas segundo os grevistas, não houve avanços nas negociações.

Além das questões salariais e da cobrança por reestruturação das carreiras antes da realização de novos concursos públicos, os servidores federais também protestam contra a Medida Provisória 568/12, em tramitação no Congresso Nacional. Caso aprovada, a norma muda o cálculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, além de alterar a carga horária de médicos e outras categorias que possuem jornada estabelecida em lei.

A greve dos professores das universidades federais, que puxou a mobilização das outras carreiras, completou mais de 20 dias e não tem data para terminar. O Ministério da Educação considera a paralisação precipitada pois acredita que há tempo suficiente para alterações no Projeto de Lei Orçamentária para 2013, que deve ser fechado até 31 de agosto. O Ministério do Planejamento ainda não se manifestou oficialmente sobre o indicativo de greve geral dos servidores públicos federais.
Texto extraído de: Jornal Estado de Minas