quinta-feira, 20 de junho de 2013

POLÍTICA - RIO GRANDE DO SUL

Governo divulga nota respondendo exigências de manifestantes


De forma oficial, Piratini se posicionou contra PEC 37 e projeto da “cura gay”


Governo divulga nota respondendo exigências de manifestantes<br /><b>Crédito: </b> Camila Domingues / Palácio Piratini / CP
Governo divulga nota respondendo exigências de manifestantes
Crédito: Camila Domingues / Palácio Piratini / CP
O governo do Estado divulgou uma nota oficial na tarde desta quarta-feira respondendo as exigências dos manifestantes. Atendendo a reivindicações como posição contrária ao projeto da “cura gay” e à PEC 37, o documento pede uma manifestação sem violência e depredação amanhã.

No protesto ocorrido na noite de segunda-feira, houve duas horas de manifestação pacífica seguidos de cenas de violência, vandalismo e confronto de uma minoria com a Brigada Milar. Mais de 40 pessoas acabaram detidas e pelo menos três precisaram de atendimento no Hospital de Pronto Socorro.

Leia a íntegra da nota oficial:
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul considera importante a pauta de reivindicações apresentada pelos movimentos sociais ora em mobilização, e se propõe a acolher as referidas propostas, bem como a aprofundar ações que já estão em andamento no Executivo relacionadas com a pauta apresentada.

O Governo do Estado está disponível para auxiliar a prefeitura da Capital na solução da questão tarifária do transporte coletivo, inclusive disposto a renunciar a impostos, a partir da demonstração de que isso incidirá na planilha de custos, para proporcionar a maior redução possível. O governador Tarso Genro renova seu compromisso e sua intenção nesse sentido, sobretudo quanto à busca de soluções para a redução da passagem de ônibus em Porto Alegre.

Na área da saúde, o governo gaúcho está investindo 12% do orçamento total, o que representa R$ 2,2 bilhões. Isso equivale a um aumento de 124% em relação ao ano de 2010. Em transferências para os municípios, alcançamos a marca de R$ 375 milhões em 2012. Este índice será ainda maior em 2013. Além disso, está sendo implantada uma tecnologia inovadora na gestão do SUS, que vai aumentar a eficiência e a transparência nesses investimentos na área da saúde. Nos próximos seis meses, entregaremos 18 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em diversas regiões do Estado, o que incrementará esta política pública fundamental. Entretanto, estamos dispostos a verificar, junto com representantes do movimento, se existe alguma proposição concreta de melhoria nas políticas públicas de saúde.

Uma educação de qualidade é prioridade da gestão. Investimos forte em construção de novas escolas e obras de reforma. Já foram reformadas e consertadas 1580 escolas estaduais. Serão iniciadas até o final de 2014 mais 524 reformas pesadas, reconstruções e construções nas escolas públicas, estas com recursos federais.

O Executivo é a favor da total transparência na gestão do Estado. Por isso, instituímos, em nosso governo, o Departamento de Prevenção à Corrupção, o Portal de Acesso à Informação e, recentemente, uma ferramenta digital de monitoramento do andamento das principais obras e ações do Governo, chamada "De olho nas obras". O Rio Grande do Sul foi ainda o primeiro Estado a aderir à Lei de Acesso à Informação e coloca a arrecadação do Governo, a folha de pagamento e a aplicação dos recursos à total disposição do movimento, para seu conhecimento e avaliação.

O Governo do Estado é contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 37. O governador Tarso Genro já declarou publicamente ser contrário à PEC 37 e está à disposição para participar de ações políticas concertadas para que tal emenda não seja aprovada.

O Governo do Estado também é contrário à proposta ora apresentada para o Estatuto do Nascituro. O governador já declarou reiteradas vezes, de forma pública, tal posição, e renova sua postura frente à reivindicação dos movimentos sociais.

Rejeitamos qualquer tentativa de criminalizar a orientação sexual de quem quer que seja. O Governo do Rio Grande do Sul combate todo o tipo de violência baseada em preconceito, seja de orientação sexual, gênero, etnia ou religião. Uma das ações mais concretas nesta linha é o programa Rio Grande Sem Homofobia, em vigência desde 2011. Somos contrários à chamada "cura gay".

Por fim, o Governo do Estado reconhece a legitimidade dos movimentos e o direito à opinião livre e plural. Nesse sentido, a orientação para a Brigada Militar é de que a proteção à vida das pessoas esteja em primeiro lugar. Por isso, pedimos para o próprio movimento que, por meio de suas organizações e coordenações, assuma a responsabilidade de inibir qualquer tipo de violência, seja contra pessoas, instituições ou patrimônios.

Os canais de diálogo do Estado estão abertos a toda a população, seja via Conselhão, Gabinete Digital, plenárias do Orçamento Participativo, Votação de Prioridades (Consulta Popular) ou Conselhos Regionais de Desenvolvimento. Caso o movimento deseje um diálogo direto com o governador sobre as demandas apresentadas, basta que sejam indicados os interlocutores, devidamente reconhecidos pelo movimento.

Que amanhã seja um dia de democracia e de liberdade, não de violência e depredação, como tem ocorrido em outras capitais do país.
 
Fonte: cp

quarta-feira, 19 de junho de 2013

SAÚDE

Senado aprova projeto que estabelece competências exclusivas dos médicos


Intubação traqueral, sedação profunda e anestesia estão entre as atividades privativas


O plenário do Senado aprovou no fim da noite dessa terça-feira o projeto do Ato Médico, que regulamenta o exercício da medicina e estabelece atividades que serão privativas dos médicos e as que poderão ser executadas por outros profissionais de saúde.

Pelo parecer da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), aprovado anteriormente na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, estabelece como atividades exclusivas das pessoas formadas em medicina a formulação de diagnósticos e prescrição terapêutica. Além disso, somente os médicos poderão executar procedimentos como intubação traqueral, sedação profunda e anestesia geral, indicação de internação e alta médica, atestação médica e de óbito – exceto em casos de localidade em que não haja médico –, além de indicação e realização de cirurgias.

O texto também estabelece os procedimentos que podem ser compartilhados com outras profissões da área da saúde. É o caso de diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamentais e das capacidades mental, sensorial e cognitiva.

Os não médicos também poderão prestar atendimento a pessoas sob risco de morte iminente, fazer exames citopatológicos e emitir seus laudos, coletar material biológico para análises laboratoriais e fazer procedimentos através de orifícios naturais, desde que não comprometa a estrutura celular e tecidual.

A relatora negou que o projeto supervalorize os médicos, tornando as demais profissões de saúde “subalternas”. “O projeto não apresenta nenhuma evidência dessa argumentação, mesmo porque foi finalizado com a participação de especialistas encaminhados por todos os conselhos federais, discutindo-se palavra por palavra e vírgula por vírgula”, disse a relatora.

Excessivamente minucioso

Contrário à aprovação da matéria, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) argumentou que o texto é excessivamente minucioso e não abarca questões próprias da modernidade como as ressalvas práticas terapêuticas alternativas – caso da acupuntura e da homeopatia. “Eu penso que uma regulamentação minuciosa como essa, que chega a exageros que podem gerar uma certa curiosidade, desconhece o fato de que no mundo global nós recebemos influência de outras tradições terapêuticas e científicas”, disse o senador antes de se manifestar contrário à aprovação.

O projeto, entretanto, foi aprovado por votação simbólica pela maioria dos senadores presentes. O texto aprovado acolheu alguns pontos inseridos pela Câmara dos Deputados e rejeitou outros. A matéria segue agora para sanção presidencial.
 
Fonte: cp

EXIGÊNCIAS

Movimentos divulgam lista de reivindicações a governantes


Novo protesto em Porto Alegre foi confirmado para 18h desta quinta-feira



Novo protesto em Porto Alegre ocorre amanhã<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Novo protesto em Porto Alegre ocorre amanhã
Crédito: Tarsila Pereira


Em reunião realizada na noite dessa terça-feira, o movimento intitulado Bloco de Luta pelo Transporte Público divulgou uma série de reinvindicações destinadas ao prefeito de Porto Alegre José Fortunati e ao governador do Estado Tarso Genro. O Movimento Passe Livre também esteve reunido ontem na Capital e elaborou uma lista de exigências destinadas aos chefes do Executivo municipal e estadual e à presidente da República Dilma Rousseff (confira abaixo).

• Leia mais notícias sobre protestos no Brasil
Durante o encontro do Bloco de Luta pelo Transporte Público, realizado na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do RS, o grupo decidiu que irá cobrar do prefeito da Capital a redução do preço da tarifa do transporte coletivo, a abertura das contas das empresas do setor e o passe livre para estudantes. Do governador, a reivindicação é o fim da criminalização de integrantes do movimento pela Brigada Militar. O movimento alega que algumas pessoas que participaram dos protestos estão sendo monitorados por policiais.

Essa reunião também serviu para avaliar as manifestações ocorridas na segunda-feira. "Foi um dia histórico para o Brasil. Centenas de milhares de pessoas estiveram nas ruas e Porto Alegre foi parte disso", afirmou o estudante Matheus Gomes, integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres, que também participou da reunião.

Uma nova manifestação em Porto Alegre foi marcada para esta quinta-feira. O evento está agendado pelo Facebook e já tem mais de 22,7 mil pessoas confirmadas. O protesto #VempraRua #VempraLuta ocorre a partir das 18h, com concentração em frente à Prefeitura da Capital.

Exigências do Movimento Passe Livre:

Ao prefeito:
- Início imediato do planejamento e obra do METRO
- Início imediato do planejamento e obras contra enchentes em período de chuva
- Explicações sobre o BRT; quais são as melhorias pra cidade? Porque demora tanto? Qual a explicação para o péssimo planejamento que levou a desmanchar trechos prontos?
- Investimento na infraestrutura e no equipamento dos hospitais e postos de saúde relacionados ao SUS.
- Simplificação da burocracia na Saúde Pública
- Aumento do salário dos professores
- Investimento na infraestrutura das escolas municipais
- Investimento em programas de educação extracurriculares
- Gratuidade do Transporte Público
- Oposição oficial do município contra a PEC37
- Oposição oficial do município contra o Estatuto do Nasciturno
- Oposição oficial do município contra qualquer projeto de patologização do homossexualidade e afins
- Transparência máxima sobre os gastos públicos

Ao governador:
- Ajuda monetária às cidades para investimento em Saúde e Educação
- Pressão sobre que o prefeito de Porto Alegre cumpra nossas exigências
- Investimento na infraestrutura e no equipamento dos hospitais e postos de saúde relacionados ao SUS em todo Rio Grande do Sul
- Simplificação da burocracia na Saúde Pública em todo Rio Grande do Sul
- Investimento na infraestrutura das escolas estaduais no RS
- Investimento em programas de educação extracurriculares no RS
- Oposição oficial do RS contra a PEC37
- Oposição oficial do RS contra o Estatuto do Nasciturno
- Oposição oficial do RS contra qualquer projeto de patologização do homossexualidade e afins
- Oposição oficial do RS contra a violência em manifestações
- Transparência máxima sobre os gastos públicos

À presidente:
- Pressão sobre que nosso prefeito e governador cumpram nossas exigências
- Liberação de verba pra que os estados e municípios cumpram nossas exigências com maior efeito
- Investimento na infraestrutura e no equipamento dos hospitais e postos de saúde relacionados ao SUS.
- Simplificação da burocracia na Saúde Pública
- Investimento na infraestrutura das escolas federais
- Anulação completa da PEC37
- Anulação completa do Estatuto do Nasciturno
- Anulação completa de qualquer projeto de patologização do homossexualidade e afins
- Posicionamento claro sobre as manifestações e as respostas policiais
- Explicação sobre os gastos exorbitantes com a copa do mundo, em detrimento de problemas sociais gritantes e antigos
- Formulação de leis anticorrupção e penas muito mais severas aos corruptos
- Transparência máxima sobre os gastos públicos

Redução para R$ 2,80

A Câmara Municipal de Porto Alegre recebeu na tarde dessa terça-feira o projeto de lei que isenta o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) da passagem de ônibus. O objetivo é a redução dos valores das passagens de ônibus na Capital. O vice-prefeito Sebastião Melo pediu que a proposta tramite na Casa em regime de urgência.

O prefeito José Fortunati acredita que, com a medida, o valor da tarifa vai reduzir de R$ 2,85 para R$ 2,80. Ele destacou também que vai propor ao governo do Estado a isenção do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do óleo diesel para o transporte coletivo. Se a proposta for aceita pelo governador Tarso Genro, o preço pode chegar a R$ 2,75 em Porto Alegre.
 
Fonte: cp

terça-feira, 18 de junho de 2013

Brasil

"Brasil acordou mais forte", diz Dilma sobre protestos


Presidente disse que grandeza das manifestações comprova a energia da democracia brasileira



Presidente disse que grandeza das manifestações comprova a energia da democracia brasileira<br /><b>Crédito: </b> Roberto Stuckert Filho/PR/CP
Presidente disse que grandeza das manifestações comprova a energia da democracia brasileira


A presidente Dilma Rousseff aproveitou o discurso em cerimônia de lançamento do novo marco regulatório da mineração nesta terça, para elogiar as manifestações pacíficas que tomaram conta das principais capitais brasileiras nessa segunda. Para Dilma, o "Brasil hoje acordou mais forte".

"O Brasil, hoje, acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia, a força da voz da rua, e o civismo da nossa população", discursou a presidente, sendo interrompida por aplausos da plateia, formada em boa parte por políticos.

"É bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pai, o avô, juntos, com a bandeira do Brasil cantando o hino nacional dizendo com orgulho "sou brasileiro' e defendendo um país melhor. O Brasil tem orgulho deles."

Na avaliação da presidente, deve-se louvar o "caráter pacífico" dos atos dessa segunda, que, segundo ela, evidenciaram o "correto tratamento pela segurança pública" no que diz respeito à forma de lidar com a manifestação popular. "Infelizmente, porém, é verdade, acontecem atos minoritários e isolados de violência contra pessoas, (contra o) patrimônio público e privado, que devemos condenar com vigor", prosseguiu a presidente, sendo novamente interrompida por aplausos.

Para Dilma, "essas vozes das ruas precisam ser ouvidas" e ultrapassam os "mecanismos tradicionais das instituições, dos partidos políticos, das entidades de classe e da própria mídia".

"Os que foram ontem às ruas deram mensagem direta ao conjunto da sociedade, sobretudo aos governantes de todas as instâncias. Essa mensagem é por mais cidadania, melhores escolas, melhores hospitais, direito a participação. Essa mensagem direta das ruas mostra a exigência de transporte público de qualidade e a preço justo, essa mensagem direta das ruas é pelo direito de influir nas decisões de todos os governos, do Legislativo e do Judiciário, é de repudio à corrupção e de uso indevido do dinheiro público", disse a presidente, interrompida outra vez por aplausos da plateia.

"Essa mensagem comprova o valor intrínseco da democracia, da participação dos cidadãos em busca de seus direitos, a minha geração sabe quanto isso nos custou", continuou.

Ao comentar o cartaz de uma manifestante que dizia "Desculpe o transtorno, estamos mudando o País", Dilma afirmou: "Quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pelas mudanças, está empenhado com a transformação social, a começar pela elevação de 40 milhões de pessoas à classe média, com o fim da miséria, o meu governo quer ampliar o acesso à educação e à saúde, compreende que as exigências da população mudam". Dilma destacou que o seu governo elevou a renda e o acesso ao emprego, dando às pessoas mais educação.

"Surgiram cidadãos que querem mais e têm direito a mais, sim, todos nós estamos diante de novos desafios. Quem foi ontem às ruas quer mais, mais saúde, educação, mais oportunidades, eu quero aqui garantir que o meu governo também quer mais e que vamos conseguir mais para o nosso País e para o nosso povo", finalizou o discurso.
 
Fonte: cp

Porto Alegre em Chamas

Mais de 40 são detidos durante protesto em Porto Alegre


Cinco ônibus foram pichados e um incendiado



No final da noite foram registrados atos de vandalismo
Crédito: Mauro Schaefer

De acordo com a Polícia Civil, 44 pessoas – entre adultos e adolescentes – foram detidas pela Brigada Militar (BM) na noite dessa segunda-feira durante protesto ocorrido nas ruas de Porto Alegre.
Das 26 encaminhadas à 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), 10 não têm direito à fiança devido a antecedentes criminais como dano ao patrimônio público, desacato e lesão corporal. A situação de quatro detidos está sendo analisada. Outros seis aguardam liberação mediante fiança e seis já foram liberados.

Na 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), que fica no Palácio da Polícia, foram apresentadas nove pessoas por crimes de menor poder ofensivo. Todas já foram liberadas.

Já no Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), foram apresentados nove menores: sete foram liberados com a presença de familiares; dois foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que vão decidir sobre a necessidade de internação.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), seis ônibus foram depredados: cinco veículos foram pichados e um da empresa Carris foi incendiado, na avenida João Pessoa. Placas de sinalização foram alvo de vândalos, assim como gradis de proteção de ciclovias, que foram arrancados. O prejuízo estimado é de R$ 20 mil, mas a Prefeitura de Porto Alegre fará um levantamento que deve ser apresentado ainda hoje.


Coletivo da empresa Carris foi queimado na Avenida João Pessoa / Foto: Fabiano do Amaral

Protesto

Segundo a Brigada Militar (BM), o protesto reuniu cerca de 12 mil pessoas em Porto Alegre. A manifestação transcorreu pacificamente por cerca de duas horas, mas no final da noite dessa segunda-feira foram registrados atos de vandalismo.

Um grupo depredou contêineres de lixo e quebrou vidraças de lojas nas ruas centrais, além dos vidros do Palácio da Justiça. Alguns tentaram invadir a Assembleia Legislativa do Estado.


Fonte: cp

PROTESTOS NO SUL

Fortunati propõe redução da tarifa de ônibus para R$ 2,80


Prefeito de Porto Alegre vai encaminhar projeto que isenta imposto de passagens



Ônibus da Carris foi incendiado durante protesto<br /><b>Crédito: </b> Fabiano do Amaral
Ônibus da Carris foi incendiado durante protesto
Crédito: Fabiano do Amaral
Ônibus da Carris foi incendiado durante protesto
Crédito: Fabiano do Amaral

Um dia após a maior mobilização realizada em Porto Alegre contra o reajuste das tarifas de transporte coletivo no País e os gastos públicos com a Copa do Mundo, o prefeito José Fortunati anunciou que vai tentar reduzir o valor da passagem de ônibus para R$ 2,80. O preço está congelado em R$ 2,85 por liminar da Justiça, que derrubou em abril o aumento para R$ 3,05, sancionado em março.

• IGP fecha por uma semana devido à depredação de prédio na Capital

• 52 contêineres são danificados; 44 são detidos em Porto Alegre
• Aumenta tensão no Brasil após protestos, diz imprensa internacional
• Brasil vive dia de manifestações

Em entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira, Fortunati explicou que irá encaminhar um projeto de lei (PL) à Câmara de Vereadores ainda hoje. A proposta isenta o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) da passagem de ônibus. “O que estou apresentando é uma isenção do ISS de 2,5%. Assim, sem o Pis/Cofins proposto pelo governo federal e, levando as considerações do Tribunal de Contas do Estado (TCE), poderemos, assim que o Tribunal de Justiça decidir sobre a passagem de ônibus, reduzi-la a R$ 2,80”, detalhou.

Fortunati destacou que vai propor ao governo do Estado a isenção do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do óleo diesel para o transporte coletivo. Se a proposta for aceita pelo governador Tarso Genro, a tarifa pode chegar a R$ 2,75. “E estou encaminhando um ofício ao governador, solicitando a ele que encaminhe um projeto de lei imediatamente à Assembleia Legislativa pra reduzir o ICMS sobre o óleo diesel para que seja votado em regime de urgência”, informou. “Com isso, se já tenho a garantia com a isenção do ISS para R$ 2,80 da passagem, nós poderemos chegar a R$ 2,75 e talvez a R$ 2,70, dependendo dos cálculos que o governo do Estado fará,” complementou.

Com a isenção do ISS, o impacto nas contas municipais deve chegar a R$ 15 milhões. “A prefeitura está abrindo mão de 15 milhões anuais e sem orçamento. Alguém paga conta. Estamos abrindo mão de um tributo”, salientou o prefeito. Apesar disso, ele garantiu que o corte não afetará três áreas: saúde, educação e assistência social. "Estamos subsidiando o sistema de transporte coletivo de Porto Alegre. Já solicitei à secretária Izabel Matte (da Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento) que comece a fazer projeções para verificar de que rubricas podemos retirar. Não será da saúde, educação e assistência social", afirmou. "Serão de outras obras que já estavam planejadas, mas que não poderão não sair do papel em função desse corte", ponderou.

"É preciso separar o joio do trigo", destaca prefeito

Embora tenha lamentado o cenário de destruição verificado na cidade após a mobilização de milhares de pessoas, o prefeito José Fortunati reconheceu que é preciso diferenciar o grupo que protestou de forma pacífica do responsável pela depredação da cidade.

“Eu quero separar o joio do trigo: a manifestação pacífica dos jovens, que de forma absolutamente correta, foram as ruas protestar, reclamar, reivindicar, isso faz parte de um processo democrático, dos baderneiros”, reforçou. “E não me vem dizer que se trata de um pequeno grupo. Eram grupos de 300, 400 pessoas, que saíram pelas ruas fazendo com que a cidade ficasse amedrontada,” enfatizou.

Protesto começa pacífico, mas termina em caos

A noite que começou com um grande movimento democrático – mobilizando diversas capitais no Brasil – terminou em caos. A manifestação, que transcorreu por duas horas de forma pacífica e reuniu cerca de 12 mil pessoas nas ruas de Porto Alegre, encerrou com confrontos com a Brigada Militar (BM) e atos de vandalismo.

De acordo com a Polícia Civil, 44 pessoas – entre adultos e adolescentes – foram detidas. O grupo depredou prédios públicos, pichou paredes e estabelecimentos comerciais, quebrou vidraças, pichou contêineres e ônibus e, ainda, ateou fogo a dois coletivos.

O protesto, dessa vez contra os gastos públicos em obras da Copa do Mundo, corrupção e falta de verbas para serviços básicos como saúde e educação, teve início por volta das 18h no Paço Municipal. De lá, o grupo seguiu em caminhada pelas avenidas Borges de Medeiros, Salgado Filho e João Pessoa. Era um público mais heterogêneo que outras manifestações: havia famílias e pessoas mais velhas, além de muitos ciclistas.

Porém, ao longo da avenida João Pessoa começaram os primeiros atos de vandalismo. E ali foram repreendidos. Enquanto um grupo virava contêineres de lixo, outros recolocavam os depósitos no lugar e recolheram a sujeira. Um grupo pichava paredes. E eram vaiados pelo restante da massa.

Mas o grande ato público mudou de figura a partir das 20h30min, já na esquina das avenidas Azenha e Ipiranga. Ainda que vaiado, parte do grupo quebrou as vidraças da concessionária Estação H. Capacetes foram furtados e motocicletas, danificadas.

Logo em seguida, começou um confronto com a Brigada Militar. Bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo foram usados. O protesto se dividiu e, enquanto alguns enfrentavam os policiais, outros seguiram pela Cidade Baixa, via rua Lima e Silva. Um novo confronto com a BM ainda ocorreu na avenida Loureiro da Silva.

Mais tarde, um grupo de cerca de 30 pessoas cruzou o Centro atirando pedras em vidraças e virando contêineres de lixo na rua dos Andradas. Vidraças do Palácio da Justiça, na Praça da Matriz, também foram danificadas e parte dos vândalos tentou invadir a Assembleia Legislativa. Em seguida, sem contexto algum com os protestos de antes, os vândalos passaram a quebrar as vidraças de estabelecimentos comerciais na região da Praça da Alfândega. Parte deles estava com o rosto coberto.
 
Fonte: cp

PROTESTOS EM PERNANBUCO

Estudantes pernambucanos encerram protesto nesta noite


Publicação: 17/06/2013 20:22Atualização: 17/06/2013 23:46

Manifestantes ocupam a Avenida Agamenon Magalhães e tem apoio da população. Foto: Tiago Barbosa/DP/D.A. Press
Manifestantes ocupam a Avenida Agamenon Magalhães e tem apoio da população. Foto: Tiago Barbosa/DP/D.A. Press

Os estudantes pernambucanos encerraram a reunião no Diretório Central dos Estudantes da Universidade Católica de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, e foram para as ruas na noite desta segunda-feira (17). Às 21h, o grupo alcançou a Avenida Agamenon Magalhães, no cruzamento com a Avenida Governador Carlos de Lima Cavalcanti. Eles sentaram no chão, cantaram o hino nacional e convidaram a população a participar do protesto na próxima quinta.


Manifestantes tomam conta da Avenida Conde da Boa Vista. Foto: Natan Nigro/Divulgação
Manifestantes tomam conta da Avenida Conde da Boa Vista. Foto: Natan Nigro/Divulgação
Por conta da manifestação, houve um bloqueio no trânsito nos dois sentidos, mas, às 21h40, já estava tudo liberado. Apesar do transtorno, a sociedade apoia o movimento. Moradores de prédio e motoristas fazem sinais de aprovação aos jovens. Os estudantes estão com placas e apitos.



Foto: Natan Nigro/Divulgação
Foto: Natan Nigro/Divulgação
Segundo a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), não se sabe a proporção que o manifesto pode ter e já foi enviado reforço para o local. A Polícia Militar também está no Derby acompanhando o movimento.


Foto: Marcella Tiné/Divulgação
Foto: Marcella Tiné/Divulgação

Reunião

O encontro articulado para esquematizar as ações do estado no Dia Nacional de Lutas, próxima quinta-feira (20), em que o país promete parar em protesto contra o aumento das passagens de ônibus, em defesa do transporte público e pelo passe livre. No Recife, a manifestação está marcada para as 16h, na Praça do Derby.