segunda-feira, 25 de junho de 2012

SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia prende líderes do tráfico em Rosário do Sul


Criminosos abasteciam também as cidades de São Gabriel e Cacequi


Três homens foram presos, na manhã de sábado, apontados como líderes do tráfico em São Gabriel. Edealdo Pereira Maicá, João Carlos Girardi e Eloir Scott são, conforme a delegada Luiza Souza, de Rosário do Sul, os responsáveis por abastecer também as cidades de São Gabriel e Cacequi. "Não sabemos o volume mensal, mas a droga vinha de Porto Alegre e região Metropolitana para ser distribuída aqui", explicou a delegada.

A operação reuniu 70 policiais, entre agentes e delegados da região e do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico. Conforme a polícia, ainda está sendo contabilizada a quantidade de dinheiro apreendido nos locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão. Em alguns dos casebres foram encontradas quantias de até R$ 10 mil. Um dos traficantes procurados está foragido.

Fonte: CPC

PARAGUAI APOIA LUGO...

No Paraguai, Fernando Lugo instaura governo paralelo

País foi suspenso da conferência do Mercosul

População se reúne em apoio a Fernando Lugo<br /><b>Crédito: </b> Pablo Porciuncula / AFP / CP
 
População se reúne em apoio a Fernando Lugo
Crédito: Pablo Porciuncula / AFP / CP
O ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo transformou sua casa em Lambaré, nos arredores de Assunção, capital paraguaia, em uma espécie de quartel-general de um governo paralelo ao oficial. Lugo marcou para esta segunda-feira uma reunião denominada Gabinete da Restauração da Democracia. A ideia é manter a rotina de governo, mesmo depois da sua destituição há três dias.

Lugo convocou todos os ex-ministros e ex-assessores para a reunião nesta manhã. O principal assunto é a articulação para o que o chamou de restauração da democracia. Na prática, a ideia é alinhavar de maneira objetiva seu retorno ao poder. Deputados e senadores aliados de Lugo tentam buscar maneiras de reverter o quadro político atual.

Analistas consideram, porém, a hipótese pouco provável. Lugo não dispõe de apoio político no Congresso. A prova das suas dificuldades foi a votação, no último dia 22, do processo que levou ao seu impeachment, com um placar de 39 votos a favor, 4 contra e 2 abstenções.

Em uma rua com casas de classe média alta, a residência de Lugo é a única que tem muros altos e seguranças armados do lado de fora. Há ainda militares fardados e com armas que guardam a entrada principal da casa. Ontem, correligionários entravam e saíam a toda hora. Vez por outra, simpatizantes passavam em frente à casa e gritavam palavras de ordem.

As principais ruas de Assunção voltaram à normalidade, com exceção da área em frente à TV Pública, local escolhido pelos simpatizantes de Lugo para as manifestações. Um protesto pacífico, que começou ontem de manhã, estendeu-se pela madrugada de hoje. Com palavras de ordem, canções e representações teatrais, os manifestantes protestaram contra o governo de Franco. A polícia acompanhou tudo a distância, sem embates.

Paraguai é suspenso do Mercosul
O Mercosul suspendeu nesse domingo a participação do Paraguai na reunião de cúpula de presidentes programada para quinta e sexta-feira desta semana na cidade argentina de Mendoza. O anúncio foi divulgado pelo governo argentino, que possui a presidência rotativa do bloco. No encontro, serão discutidas as medidas a serem tomadas em relação ao país após o impeachment de Fernando Lugo.

Em Brasília, o Itamaraty, por meio de sua assessoria, confirmou que a decisão foi acordada entre os países membros (Argentina, Brasil e Uruguai e os associados Chile, Peru, Venezuela, Bolívia, Equador e Colômbia). Uma fonte do alto escalão do governo brasileiro afirmou que existe consenso para a suspensão do Paraguai tanto do Mercosul quanto da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) até as eleições presidenciais previstas no país para abril de 2013. A cúpula da Unasul está marcada para quarta-feira, em Lima, no Peru.

Assim, Federico Franco, que ocupará a Presidência paraguaia por oito meses, não participaria de nenhuma reunião. A punição ao novo governo de Assunção visa garantir que nada parecido aconteça em outros países da região, como Bolívia e Peru.

Fonte: CPC

GREVE NO GOVERNO FEDERAL


 


 
Depois de seis dias da convocação para a greve geral do funcionalismo, a maior parte dos órgãos federais continua funcionando normalmente. Dos 37 ministérios que compõem a administração federal, apenas seis foram afetados pela paralisação dos servidores: Saúde, Previdência, Trabalho, Justiça, Relações Exteriores e Desenvolvimento Agrário (MDA). Diante da baixa adesão do Executivo, os funcionários do Judiciário recuaram da paralisação por tempo indeterminado, amplamente alardeada para a última quinta-feira. Em vez disso, a categoria optou por uma greve de 48 horas, na semana que vem. Ao mesmo tempo, o governo joga duro na mesa de negociação sem ter apresentado nenhuma proposta concreta até o momento.

Nem mesmo os professores das universidades federais, os primeiros a entrar em greve, tiveram avanço na discussão com o Ministério do Planejamento, encarregado das negociações. O máximo que eles conseguiram foi o agendamento de uma reunião, mas que acabou cancelada na última hora sem que tenha sido marcada uma nova data para o encontro. Quanto mais o tempo passa, maior é o temor por parte dos sindicalistas de que a presidente Dilma Rousseff esteja vencendo a queda de braço nessa campanha salarial. No discurso, as lideranças dos trabalhadores asseguram que até o fim do mês a greve terá se espalhado por todo o funcionalismo, em efeito cascata.


“Quando se fala de uma greve geral, é preciso entender que estamos lidando com uma categoria muito heterogênea, com ritmos diferenciados para cada carreira”, sustentou Paulo Barela, secretário executivo da Central Sindical Conlutas. Ele ressaltou que a mobilização de 2012 já é a maior realizada pelos servidores desde 2003 e que contou, inclusive, com adesão de setores que nunca antes haviam entrado em greve, como é o caso dos diplomatas. “Além disso, para a semana que vem, há expectativa de que trabalhadores da Receita e do Banco Central cruzem os braços”, acrescentou.


Prazo-limite

Na avaliação de Antônio Augusto de Queiroz, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), é preciso distinguir os grevistas em dois grupos: os que lutam por reajuste neste ano e os que almejam que a correção seja incluída no Orçamento de 2013. “A chance de sucesso das mobilizações por correção salarial até o fim do ano é praticamente zero, pois não há previsão orçamentária para cobrir a despesa adicional”, explicou. Os servidores do segundo grupo lutam contra o tempo: eles precisam de uma resposta do governo até o fim de julho.

Esse é o prazo-limite para garantir que haverá tempo hábil de incluir as correções na proposta orçamentária do ano que vem, que deve ser votada no Congresso até 31 de agosto. “Se não houver resposta do governo, a tendência é de o movimento ganhar intensidade nas últimas semanas de julho”, ponderou Queiroz. Essa seria a última cartada dos sindicalistas, ante a iminência de esgotamento do prazo. Parte dos líderes sindicais está preocupada ainda com a chegada das férias escolares, que pode atrapalhar a convocação em massa de servidores para as ruas. Assim, para o governo, por quanto mais tempo forem postergadas as reuniões, maior será a margem de manobra na mesa de negociação.
Texto extraído de: Correio Braziliense

sexta-feira, 22 de junho de 2012

EDUCAÇÃO

Greve já atinge 51 instituições de ensino superior, sem data para nova negociação
  • Agência Brasil
A greve dos professores das universidades federais já completou mais de 20 dias com adesão de profissionais de 51 instituições. Mas ainda não há previsão para o fim da paralisação, já que, desde que a greve foi decretada, não houve nenhuma reunião de negociação entre a categoria e o Ministério do Planejamento.
Na terça-feira (5), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reuniu-se com o comando de greve e informou que uma nova reunião será feita na próxima semana, mas o encontro ainda não foi marcado, segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
Após a Marcha Unificada dos Servidores Públicos que reuniu diversas categorias em Brasília no início da semana, membros dos sindicatos se encontram com o secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Valter Silva. Mas, segundo Aloisio Porto, do Comando de Greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior ( Andes), não foi feita nenhuma nova proposta. "O MEC chamou a gente para conversar, mas por causa da pressão. Eles ainda não têm uma proposta concreta", disse o líder sindical.
A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreira. Em acordo firmado no ano passado, o governo prometeu um reajuste de 4%, a incorporação de parte das gratificações e a revisão do plano para 2013. Os dois primeiros pontos já foram atendidos, mas não houve avanço na revisão da carreira. O Ministério da Educação considera a greve precipitada, já que, na avaliação de Mercadante, há tempo suficiente de reformular a carreira antes que seja fechado o Projeto de Lei Orçamentária para 2013, o que ocorrerá até 31 de agosto.

JUSTIÇA



 
O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a Gratificação de Desempenho de Atividade em Ciência e Tecnologia (GDACT), só foi devida aos inativos e pensionistas até sua regulamentação, em 5 de março de 2001.

A decisão foi tomada no julgamento do recurso interposto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contra decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Goiás, que reconheceu o direito à gratificação a um servidor aposentado.

Segundo o relator, ministro Ricardo Lewandowski, ainda que semelhante a outro caso julgado pela Corte o caso da GDACT guarda uma diferença.

Lewandowki argumentou que, após a regulamentação, a GDACT passou a constituir gratificação paga em razão do efetivo exercício do cargo. O direito à percepção integral do benefício pelos inativos, assim, deixaria de existir.
Texto extraído de: Blog do Servidor
 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ECONOMIA


 
 
 
No ano passado, apenas os servidores do Judiciário e do Ministério Público da União pressionaram o governo por reajuste salarial. Com o apoio dos partidos aliados no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff disse não. Este ano, Dilma enfrenta reivindicações salariais dentro de casa, pois os auditores fiscais da Receita Federal já iniciaram operação padrão por tempo indeterminado. Eles costumam ser acompanhados pelos servidores da Polícia Federal e da Secretaria do Tesouro Nacional. A greve dos professores universitários já dura mais de um mês e outras categorias de servidores da União também ameaçam parar.

A principal reivindicação dos titulares das chamadas carreiras de Estado é de reposição salarial para compensar os efeitos da inflação, que no Brasil ainda é muito elevada. Os auditores fiscais, por exemplo, querem 30,18% de reposição salarial. Outros sindicatos de servidores reivindicam uma "reposição emergencial" de 22%. Todos protestam contra o que chamam de "congelamento" dos salários que estaria sendo promovido pelo atual governo.

Depois das reestruturações de numerosas carreiras feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente entre 2008 e 2010, o governo parece ter errado ao não ter concedido um reajuste linear aos servidores para preservar o poder aquisitivo de suas remunerações. A possibilidade desse reajuste linear está prevista na Constituição e consta, todo ano, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas ele nunca é concedido. Esse aumento poderia ter sido dado com base na inflação futura e não em relação ao passado, evitando, assim, a ameaça grevista deste ano.


Governo pode ter até R$ 20 bi para reajuste salarial

As reestruturações de carreiras feitas no governo Lula resultaram em aumentos salariais em até quatro parcelas. A presidente Dilma ainda está pagando este ano os benefícios dados pelo ex-presidente para algumas categorias de servidores. Os aumentos parcelados mantiveram os servidores do Executivo quietos no ano passado, o que não aconteceu com os seus colegas do Judiciário. Este ano, a maioria deles não terá reajuste e a perspectiva de permanecer sem revisão dos salários em 2013 incentiva a luta em defesa de uma reposição salarial.


Há também uma lista de reivindicações setoriais e uma específica que também estimula a mobilização dos servidores. A lei 12.277, de 2010, criou uma estrutura remuneratória para cargos efetivos de engenheiro, arquiteto, economista, estatístico e geólogo. Agora, os cargos efetivos ocupados por outras categorias, como médicos e administradores, por exemplo, reivindicam uma equiparação, segundo informa o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal, Oto Pereira Neves. "Estamos lutando por isonomia dentro do próprio Executivo", explica.

Nesse momento há uma luta nos bastidores da Comissão Mista de Orçamento do Congresso em torno de aumentos salariais. O Judiciário e o Ministério Público da União (MPU) desejam que o relator da LDO, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), coloque em seu parecer um dispositivo que obrigue o governo federal a incluir no projeto de lei do Orçamento de 2013 as suas propostas orçamentárias, com os reajustes salariais para os juízes e demais servidores.

Com esse dispositivo, eles esperam evitar o conflito ocorrido no ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff decidiu não acolher as propostas de aumento salariais feitas pelo Judiciário e pelo MPU. A dificuldade do relator em acolher essa reivindicação é que o secretário do Tesouro, Arno Augustin, manifestou sua oposição a esse tipo de iniciativa, quando participou, recentemente, de audiência pública na Comissão de Orçamento. Para Augustin, a definição sobre as despesas salariais dos três Poderes deve ser feita apenas na proposta orçamentária.

Essa questão, no entanto, poderá ter outro encaminhamento se, até o envio da proposta orçamentária de 2013 ao Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre a ação impetrada pela Associação Nacional dos Agentes de Segurança do Poder Judiciário da União (Agepoljus), que questionou os procedimentos adotados pela presidente Dilma no ano passado. A ação tem parecer favorável do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que pediu para o STF "exortar a presidente da República a incorporar, na proposta orçamentária de 2012, as propostas do Judiciário e do MPU".

É pouco provável, portanto, que a presidente Dilma diga não novamente às reivindicações salariais dos servidores federais. Por isso, é importante analisar as repercussões de eventuais aumentos dos servidores nas contas públicas em 2013. Em primeiro lugar, Dilma poderá adotar a estratégia do parcelamento do reajuste, como fez Lula e, dessa forma, diluir ao longo dos próximos anos o impacto no caixa do Tesouro Nacional. Pode ainda conceder aumentos em meses diferentes para categorias diferentes, reduzindo a repercussão sobre a folha de pagamento do próximo ano.

É importante observar que, no governo do PT, o gasto com pessoal, em comparação com o PIB, atingiu o seu pico em 2009, quando correspondeu a 4,74% do PIB. Desde então, passou a cair. Em 2010, a despesa foi reduzida para 4,66% do PIB e, no ano passado, ficou em 4,38% do PIB. Para este ano, a última previsão do governo é que o gasto fique em R$ 187,6 bilhões, o que corresponderia a 4,1% do PIB. Nesse período, portanto, a despesa com o pagamento de pessoal ativo e inativo cresceu menos do que o PIB, mesmo com todos os reajustes que foram concedidos nos últimos anos do governo Lula.

Se o governo mantiver o gasto com pessoal em 2013 no mesmo patamar deste ano, ou seja, em 4,1% do PIB, ele terá um espaço fiscal de cerca de R$ 20 bilhões para aumentos salariais dos servidores, desde que a economia cresça no próximo ano de 4% a 4,5%, como prevê o Banco Central. A perspectiva fiscal não é, portanto, preocupante, mesmo porque a outra grande despesa (os benefícios previdenciários) terá uma pequena expansão, pois o reajuste real do salário mínimo será de apenas 2,7%.
Texto extraído de: Valor Econômico

quarta-feira, 20 de junho de 2012

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Por que Assange escolheu o Equador para pedir asilo?


 

Assange/AFP
Assange diz que as acusações contra ele são politicamente motivadas
A decisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de buscar asilo no Equador pode ter surpreendido muitos já que, este ano, o país vem sendo acusado internacionalmente de reprimir a imprensa privada.
Mas o governo equatoriano já vinha ensaiando uma aproximação com o jornalista australiano havia algum tempo.
Em novembro de 2010, o ex-vice-ministro das Relações Exteriores equatoriano Kintto Lucas ofereceu a Assange residência no país, para que pudesse "divulgar livremente as informações que possui".
A oferta foi rapidamente retificada pelo governo do presidente Rafael Correa como sendo uma oferta feita por iniciativa própria de Lucas. À época, o líder do país chegou a criticar a WikiLeaks por divulgar documentos confidenciais.
Mas em abril de 2011, o Equador expulsou a embaixadora americana após revelações – feitas pelo WkiLeaks – nas quais ela sugeria que Correa estaria ciente de acusações de corrupção feitas contra um chefe de política promovido a comandante de uma força nacional.
Desde então, Assange tem mantido contato próximo com a embaixada do Equador em Londres.

Entrevista

Muitos apontam como um divisor de águas nesta relação a entrevista conduzida em abril por Assange com Correa para o canal em inglês, financiado pelo governo russo, Russia Today.
Durante os 75 minutos de entrevista, Correa elogiou o trabalho da WikiLeaks, defendeu a liberdade de expressão, criticou o papel negativo de alguns órgãos de imprensa e encerrou o encontro com uma saudação amigável para Assange:
"Bem-vindo ao clube dos perseguidos!", disse o mandatário sul-americano.
Na entrevista, Correa também disse que os documentos publicados pela WikiLeaks fortaleceram seu governo “porque as grandes acusações da embaixada americana eram que o governo do Equador promove um nacionalismo excessivo e defende sua soberania”.
Correa/AFP
Correa primeiro criticou a WikiLeaks, mas depois elogiou a iniciativa
"Sem dúvida somos nacionalistas e defendemos a soberania do país", disse Correa, que foi o único presidente latinoamericano entrevistado pelo programa, que já recebeu personalidades como o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah e o presidente da Tunísia, Moncef Marzouki.

Estratégia

Atualmente, o Equador decide se dá asilo político a Assange, que está refugiado na embaixada do país em Londres. O australiano luta contra a extradição para a Suécia onde enfrenta acusações de crimes sexuais.
Ele diz que as acusações são motivadas politicamente.
Analistas consideram que a concessão de asilo para Assange pode ser uma medida inteligente do governo Correa, que deve tentar a reeleição no ano que vem. Ela pode ser uma oportunidade de mudar a percepção de que persegue a imprensa.
Correa se diz vítima da imprensa privada equatoriana, que historicamente serviu os interesses das elites econômicas do país.
No começo do ano, ele ganhou dois processos milionários contra jornalistas. O jornal El Universo foi multado em US$ 40 milhões e seus donos condenados a três anos de prisão.
Dois jornalistas investigativos foram multados em US$ 10 milhões por terem difamado a reputação do presidente em um livro que trouxe detalhes de contratos governamentais.
Após duras críticas internacionais, Correa perdoou os jornalistas.
O editor do jornal privado Hoy, Marlon Puertas, disse à BBC que "se há algum mérito que devemos reconhecer neste governo é que nunca toma uma decisão improvisada".
* Com informações de Matias Zibell e Irene Caselli

Fonte: BBC