terça-feira, 12 de junho de 2012

POLÍTICA

Perillo diz que nomeou pessoas indicadas por operadores de Cachoeira


Em depoimento à CPI do Cachoeira, o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) admitiu que nomeou pessoas indicadas por Wladimir Garcez e pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Segundo a Polícia Federal, os dois atuavam como operadores políticos do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de comandar um esquema de corrupção de agentes públicos e privados.
Perillo negou, porém, que tenha atendido a demandas de Cachoeira. As investigações da PF, que basearam a CPI, indicam o contrário.
"O Wladimir fez pedidos pessoais dele na condição de político e vereador. Às vezes, a pessoa leva uma centena de pedidos e você atende um. Não sei quanto o Wladimir levou, mas atendemos poucos", contou. "O Demóstenes sugeriu para o primeiro escalão o suplente dele e outros nomes de pessoas qualificadas que foram nomeadas", reiterou
Em seu depoimento à CPI, porém, Garcez disse que fez indicações para o governo, mas "nenhuma foi aceita".
A primeira parte do depoimento de Perillo está sendo toda tomada por perguntas do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). O petista tem evitado ataques ao deputado, se concentrando nas perguntas.
Cunha já foi chamado por um colega de "tigrão", pela forma agressiva com que se referia a Perillo numa reunião anterior da CPI.
Marconi Perillo (à esq.) durante depoimento na CPI do Cachoeira, no Senado Federal
Marconi Perillo (à esq.) durante depoimento na CPI do Cachoeira, no Senado Federal

segunda-feira, 11 de junho de 2012

POLÍTICA


 

Embora com previsíveis reações contrárias de setores dos três Poderes, por força dos interesses corporativos que contraria, a Lei de Acesso à Informação já produz emblemáticos resultados. Começa-se a abrir a caixa-preta dos salários dos 9,4 milhões de servidores públicos do país, e os dados que dela saem confirmam o que já se sabia — ou seja, que o manto da privacidade das folhas de pagamento de órgãos federais, estatuais e municipais esconde vergonhosos privilégios. E, descendo-se a detalhes clareados pela transparência agora avalizada por lei, vem à luz um mundo de discrepâncias que agridem o bom senso, ferem a ética e, em não poucos casos, passam ao largo de normas legais que procuram pôr limites à farra salarial à custa dos impostos pagos pelos cidadãos.

Exemplos desses despropósitos falam por si. A Câmara Municipal do Rio, tradicional símbolo de privilégios (não por acaso, dos 2.202 empregados da Casa, apenas 777 são concursados), paga supersalários a altos funcionários, alguns com vencimentos que superam os de vereadores. Na Câmara de São Paulo, o salário de um supervisor de zeladoria chega a R$ 17 mil, ainda assim abaixo de alguns subordinados, que recebem R$ 23 mil, segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”. Assistentes parlamentares, contratados sem concurso, embolsam R$ 23,2 mil, e há pelo menos um caso de uma técnica cujo contracheque lhe assegura R$ 26, 3 mil. Pagam-se R$ 24 mil a um biblioteconomista, R$ 18 mil a um técnico do setor de expediente e R$ 11 mil a um garagista. A situação não é diferente em órgãos do Executivo e no Judiciário.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a fatia da mão de obra empregada no setor público do país cresceu 30,2% entre 2003 e 2010. Sintomático, num país em que, mais fortemente no governo federal, o aumento de despesas de custeio tornou-se política prioritária de administração. Despesas com pessoal nas três instâncias do poder público representam 14% do Produto Interno Bruto. Estima-se que somente a União terá gastos de R$ 200 bilhões este ano na rubrica “pessoal e encargos sociais”.

É condenável a opção pelo empreguismo público. Pior, ainda, quando não há regras claras que inibam privilégios políticos e adequem a política de contratação de servidores às reais necessidades de cada órgão. Mas, se essa discussão esbarra em barreiras aparentemente intransponíveis, a Lei de Acesso representa um positivo instrumento que se dá à sociedade para fiscalizar, ao menos em parte, a aplicação dos recursos provenientes da tributação.

Por óbvio, a lei tem sido objeto de contestações. Entidades de representação do funcionalismo alegam, por exemplo, que divulgar o valor de salários se trata de invasão de privacidade, e que a providência estimulará a indústria de sequestros (aqui, uma espécie de ato falho em que se ratifica a ideia de que vencimentos milionários são pagos no serviço público). No primeiro caso, o Brasil começa a se alinhar a um número cada vez maior de países que já adotam a transparência; no segundo, recorra-se ao exemplo da prefeitura de São Paulo, que desde 2009 divulga mensalmente os salários de seus funcionários, sem que estes tenham sido vítimas sistemáticas de qualquer tipo de crime. A Lei de Acesso confirma a tese de que a luz é o melhor detergente.
Texto extraído de: Jornal O Globo

EDUCAÇÃO

A greve que já atinge 51 instituições federais de ensino deve arregimentar novos servidores a partir desta segunda-feira. É o que promete a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 37 sindicatos em todo o país. Segundo a entidade, a greve irá crescer devido à falta de resultado nas negociações com o Executivo sobre reajuste salarial, recebimento de gratificações e reestruturação de carreiras.

A partir desta segunda-feira, entram em greve os trabalhadores técnico-administrativos em educação nas universidades federais e os funcionários federais do setor de geografia e estatística. Na quarta-feira, os servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União prometem cruzar os braços. Na mesma data, os servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica também devem paralisar os trabalhos.

Segundo a Condsef, a greve geral dos servidores federais deve começar em 18 de junho e continuar por tempo indeterminado. A medida foi aprovada na última segunda-feira por mais de 300 representantes sindicais de 20 unidades da federação, reunidos em Brasília. Servidores insatisfeitos marcharam na Esplanada dos Ministérios na terça-feira e foram recebidos em reunião no Ministério do Planejamento, mas segundo os grevistas, não houve avanços nas negociações.

Além das questões salariais e da cobrança por reestruturação das carreiras antes da realização de novos concursos públicos, os servidores federais também protestam contra a Medida Provisória 568/12, em tramitação no Congresso Nacional. Caso aprovada, a norma muda o cálculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, além de alterar a carga horária de médicos e outras categorias que possuem jornada estabelecida em lei.

A greve dos professores das universidades federais, que puxou a mobilização das outras carreiras, completou mais de 20 dias e não tem data para terminar. O Ministério da Educação considera a paralisação precipitada pois acredita que há tempo suficiente para alterações no Projeto de Lei Orçamentária para 2013, que deve ser fechado até 31 de agosto. O Ministério do Planejamento ainda não se manifestou oficialmente sobre o indicativo de greve geral dos servidores públicos federais.
Texto extraído de: Jornal Estado de Minas

quarta-feira, 6 de junho de 2012

POLÍTICA

Comissão do Senado aprova cotas sociais e raciais para universidades


Proposta combina os dois sistemas e tem respaldo do governo federal


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que cria cotas sociais e raciais para o ingresso de estudantes nas universidades públicas federais. A maioria dos senadores acatou proposta da relatora Ana Rita (PT-ES) que prevê a adoção de critérios de alunos egressos de escolas públicas, renda familiar, cor e raça para que tenham direito a concorrer às vagas reservadas nas instituições de ensino superior.

A proposta relatada por Ana Rita, que tem o respaldo do governo federal, combina os dois sistemas de cotas. Metade das vagas atende ao critério social, sendo reservada para estudantes que cursarem integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dessa metade, 25% são destinadas a alunos cuja renda familiar é de até um salário mínimo e meio per capita e o restante para estudantes que tenham qualquer renda familiar.

Também terão direito a disputar essas vagas os negros, pardos e indígenas que tenham estudado em escolas públicas. Esse ajuste será feito com base nos porcentuais dessas populações aferidos em censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de cada unidade da federação. Por exemplo, a reserva de vagas para negros em Santa Catarina será menor que na Bahia.

As vagas reservadas que não forem preenchidas por negros, pardos e indígenas serão ocupadas pelos demais estudantes vindos de escolas públicas. Na prática, o projeto somente garante reserva aos três grupos étnico-raciais que jamais tenham estudado em escolas privadas.

"O sistema proposto no projeto insere nos esforços de democratização", afirmou a senadora Ana Rita (PT-ES), durante os debates. "Não precisa ter nenhum brilho, ter nada especial, para mostrar que o preconceito existe", disse a senadora Marta Suplicy (PT-SP).

Os parlamentares favoráveis à mudança lembraram que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a validade das cotas sociais e raciais implementadas por universidades públicas há 10 anos.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), e os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Lobão Filho (PMDB-MA) votaram contra o projeto. A mãe de Lobão, deputada Nice Lobão (PSD-MA), foi a autora do projeto relatado por Ana Rita e aprovado na CCJ. Os três senadores disseram ser favoráveis à adoção de cotas apenas no critério social. "Eu vou votar contra porque, no meu entender, os brancos pobres não são devedores dessa dívida histórica", afirmou Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). "Eu excluo definitivamente a cota racial e social, por entender que ela está implícita na escola pública", justificou Lobão Filho.

O projeto aprovado terá de passar ainda pelas comissões de Direitos Humanos e de Educação antes de chegar ao plenário do Senado. Se for aprovado sem mudanças, poderá seguir para sanção presidencial.

CINEMA

Warner contrata roteirista para um filme da Liga da Justiça

Will Beall é o responsável pelo Caça aos Gângsteres, com Sean Penn, Ryan Gosling e Emma Stone

 

Liga da Justiça
Não é fácil ver a concorrência encher os cofres de dinheiro e ficar parado. E a Warner Bros. não ficou.
Vendo Os Vingadores - The Avengers bater recorde em cima de recorde, o estúdio contratou Will Beall, o roteirista de Caça aos Gângsteres (Gangster Squad), para escrever o script da aventura de seu supergrupo, a Liga da Justiça (Justice League).
Segundo a Variety, que reportou a notícia, Beall foi contratado ainda no ano passado, enquanto o filme da Marvel estava sendo rodado, mas o roteiro ainda está longe de ficar pronto.
Beall é um dos queridinhos da Warner. Antes de ser chamado para fazer Liga da Justiça, ele já tinha na sua lista de tarefas escrever o reinício da série Máquina Mortífera (Lethal Weapon), o remake de Fuga do Século 23 (Logan's Run), além de já ter feito Caça aos Gângsteres, que estreia ainda este ano, e já tem um trailer.
A Warner Bros. e a DC Comics tentam levar a Liga da Justiça ao cinema desde 2008. No ano passado, Zack Snyder comentou que sua versão do Superman no cinema não se encaixaria em um filme do grupo de heróis, assim como não haveria espaço para o Batman de Christopher Nolan. Ou seja, Warner e DC têm ainda muito trabalho pela frente.

EDUCAÇÃO

MEC vai abrir 40 vagas em novo curso de Medicina em Passo Fundo

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira um plano para ampliar a formação de médicos no país e, no Rio Grande do Sul, serão abertas 40 vagas em um novo curso de Medicina.
As oportunidades serão abertas por meio da Universidade Federal da Fronteira Sul em Passo Fundo (UFFS), no Norte do Estado, em um novo campus ainda a ser implantado na cidade.
Em todo o país serão criadas 2.415 vagas, algumas em cursos já existentes e outros em novos, tanto em universidades públicas como em particulares. O crescimento representa 15% das vagas de Medicina do país. De acordo com o ministro, Aloizio Mercadante, parte das vagas estará disponível no segundo semestre deste ano.
O argumento do governo é que a relação de médicos por habitantes no Brasil é muito baixa em relação a outros países. De acordo com o MEC, a média brasileira é 1,8 médico por mil habitante, enquanto no Uruguai, por exemplo, o índice é 3,7 e na Espanha 4. Mercadante reconheceu que o problema não é só de quantidade de médicos, mas da distribuição dos profissionais no território. Segundo ele, o Ministério da Saúde estuda medidas para estimular a permanência dos médicos em cidades do interior, principalmente do Norte e Nordeste do país.
— Não basta simplesmente uma política de interiorização das faculdades de Medicina, é preciso uma política para atrais esses profissionais para onde há baixa disponibilidade de médicos no serviço de saúde — afirma.
O ministro disse que a ampliação será feita ‘com qualidade’. Um dos critérios para autorizar a abertura de novas vagas foi o desempenho dos cursos nas avaliações do MEC.
Tanto o Conselho Nacional de Educação (CNE) quanto o Conselho Nacional de Saúde (CNS) precisam autorizar esses processos e um dos pré-requisitos é a disponibilidade de leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) para que o aluno possa cumprir a parte prática do curso. De acordo com o ministro, novas autorizações de vagas estão sob análise do CNS:
— Para cada vaga são necessários cinco leitos do SUS. O aluno tem que ter a experiência prática médica concreta durante a faculdade.
A meta é chegar a 2020 com uma média de 2,5 médicos por mil habitantes.
— Essas vagas (anunciadas ontem) continuam insuficientes, elas terão que ser ampliadas. As vagas que começamos a ofertar hoje (ontem) só vão formar os primeiros profissionais daqui a seis anos e até lá existe uma carência muito grande de médicos.
De acordo com Mercadante, serão contratados 1,6 mil professores nas universidaddes federais, por meio de concurso. O investimento inicial alcançará R$ 399 milhões.
As regiões
Do total de vagas que serão criadas, 800 são em nove instituições privadas e 1.615 em 27 universidades federais. Confira a distribuição por região:
- Nordeste: 775 vagas
- Norte: 310 vagas
- Centro-Oeste: 270 vagas
- Sudeste: 220 vagas
- Sul: 40 vagas
fonte ZH

POLÍTICA

Projeto que reajusta taxas do Detran é aprovado na Assembleia


Expectativa do governo é arrecadar R$ 155 milhões por ano com a medida


Projeto que reajusta taxas do Detran é aprovado na Assembleia<br /><b>Crédito: </b> Galileu Oldenburg / Agência ALRS / CP
 
 
A Assembleia Legislativa aprovou, por 29 votos a 22, o projeto do Executivo que permite reajuste em taxas cobradas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Pela matéria, que tramitou em regime de urgência, o Certificado de Registro de Veículo (CRV) passa de R$ 40,96 para R$ 98,38. Já o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), que hoje é R$ 40,95, vai para R$ 58. A expectativa do governo gaúcho é arrecadar cerca de R$ 155 milhões por ano com a medida. Na defesa do projeto, o Piratini sustentou a necessidade de unificar as taxas em relação aos outros estados do Sul.

Na última hora, a matéria recebeu emendas para garantir a aprovação em plenário. O reajuste no CRLV vale apenas para veículos com menos de 15 anos de uso (atendendo a um pedido da bancada do PDT), e foi retirada do texto a cobrança de perícia médica para portadores de deficiência candidatos à carteira de motorista. A taxa só deve ser aplicada se os candidatos forem reprovados e quiserem fazer uma segunda prova, dentro do mesmo ano.

Os deputados aprovaram, mais cedo, a proposta de elevação da contribuição previdenciária dos servidores civis e militares de 11% para 13,25%.